22/03/2017 14:13:46

Captando Recusos

Mais da metade das Organizações Sociais do Brasil recebem doações de pessoas.

Pesquisa realizada com 3.283 organizações da sociedade civil, em 2014, revelou que mais da metade delas (54%) recebe doações de indivíduos e que quase 50% também é financiada com mensalidades e anuidades pagas pelos associados. Somente um quarto delas recebe recursos públicos através de parcerias.

Isso mostra o quanto é importante para a manutenção de uma entidade, que a mesma invista permanentemente em um programa de captação de recursos que tenha um objetivo diversificado quanto à sua origem. Em tempos de crise como a que atravessamos, mais ainda, pois os recursos do governo, destinados às políticas públicas, tendem a diminuir, mas é nessas horas que a demanda pelos serviços prestados, principalmente na área da assistência social, crescem, deixando as organizações com dificuldades de atendimento em razão do decréscimo dos seus recursos financeiros.

Financiamento Coletivo ou “crowdfunding” - Novas maneiras de se buscar recursos devem ser alcançadas e, partindo da constatação de que boa parte desses recursos vem de pessoas, começam a criar corpo no Brasil, entre as entidades de terceiro setor, as campanhas destinadas à formação de fundos oriundos de contribuições diversas, chamados de Financiamento Coletivo ou “crowdfunding”. É um formato de arrecadação de fundos através de diversas fontes, sendo elas pessoas físicas (principalmente) ou jurídicas. É uma ação que objetiva sensibilizar várias pessoas para que se identifiquem com um projeto e passem a contribuir financeiramente para que ele possa ser viabilizado. Baseado na economia colaborativa, tem como fundamento a premissa de que, juntos, todos podem conquistar seus objetivos, algo já bem alinhado com as práticas do terceiro setor. A vantagem desse processo em tempos de crise é que, como o mesmo se baseia em contribuições de uma grande massa de pessoas, permite que, através de valores individuais de pequena monta, seja alcançada a meta prevista.

Vale a pena os dirigentes do terceiro setor debruçarem-se sobre o tema da captação de recursos, pois existem muitos caminhos para a busca dos meios necessários à sobrevivência de suas organizações, que não apenas aqueles destinados pelos órgãos de governo que, embora responsáveis pela manutenção das ações de políticas públicas, alegam escassez em face da situação que assola o país.

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