21/03/2017 11:42:29

Idosos

O envelhecimento no mundo.

A população está envelhecendo em todo o mundo, embora cada país apresente características diferentes.

O certo é que, em questão de poucos anos, haverá mais idosos acima de 60 anos do que crianças com menos de 5, segundo o que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório divulgado em 2012. A estimativa é que em 2050 o mundo terá cerca de 400 milhões de idosos com mais de 80 anos.

O número de brasileiros com 60 anos de idade ou mais já ultrapassou os 21.7 milhões de pessoas, ou 11% da população, devendo dobrar em termos absolutos por volta de 2030, segundo dados do IBGE no censo de 2010. A expectativa é que em 2025 já sejam 32 milhões de pessoas idosas.

Apresentam-se assim, novos desafios para o país no que se refere às políticas públicas hoje reguladas pela Política Nacional do Idoso (Lei 8.8421/94) e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), que formam o Sistema de Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa, que ainda se encontra num processo de consolidação, tendo em vista o enorme desafio enfrentado em prover a população idosa do tão sonhado bem estar social.

Com o crescente aumento do número de idosos ficam aqui algumas perguntas: Estamos vivendo mais... e melhor? Temos políticas públicas intersetoriais que dão conta das necessidades que a saúde, assistência social, lazer, educação, entre outros, trazem à crescente população idosa? E a família, está preparada para viver com seus idosos (e aqui falamos dos idosos com mais de 60, 80, 90 anos ou centenárias)? E a sociedade, como encara os direitos das pessoas idosas, desde o assento no transporte coletivo até a garantia integral e coletiva de direitos? E os mitos e preconceitos quanto ao processo de envelhecimento, tanto alheio como próprio, em uma sociedade que supervaloriza o jovem? E as organizações não governamentais, estão preparadas para atender a população idosa e suas necessidades?

Na verdade, quem tem a maioria dessas respostas são os próprios idosos, que enfrentam, no dia a dia, as dificuldades que a idade acarreta. Os idosos ainda válidos e lúcidos deveriam mobilizar-se para discutir os problemas vividos por eles para que, desses encontros, surgissem documentos que fossem enviados a quem de direito, para que as autoridades conhecessem melhor a sua realidade.

Um exemplo: discute-se hoje, a mudança nas regras do sistema previdenciário, elevando–se a idade e aumentando-se o número de anos de contribuição, para a aposentadoria. Já que as pessoas vivem mais, precisam trabalhar e contribuir por mais tempo, para as contas do sistema possam fechar. Duas perguntas: quem dará trabalho aos idosos a partir de uma certa idade? Como ficam aqueles idosos que perderem a plenitude das suas capacidades física e mental?

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